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Ad nihilo

 A minha estrada eu conheço, é dolorosa, triste, solitária e sombria. As cicatrizes dela eu carrego, a dor que senti eu a sinto, o que vi dói e machuca, a solidão me consome e quase me derruba, mas esta é a minha realidade. A dor da vida quase sempre me destrói, mas apesar das fumaças do fracasso eu ressurjo. Eu nunca escolhi os caminhos familiares e comuns...eu sempre procurei poder andar além disso, algo que trouxesse interesse, motivação, conhecimento e compreensão. Para me entender, antes procure buscar respostas nos poucos que me entenderam....portanto, muitas vezes o silencio e palavras fúteis demais me enojam, me agridem e irritam, assim como a sociedade e a própria humanidade em si. Pré-julgamentos e banalidade de como esta caixa social funciona nunca vão capturar meu interesse pois já conheço suas mecânica. Domestique le infant terrible.... Sempre prefiro ser um rei no inferno do que um servo no paraíso perdido..... Portanto me conheça e tente ver para onde estou indo ou ...

A última gota vermelha

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Derramarei a última gota vermelha na estrada da ilusão deste sangue que goteja demarcando uma paixão. Cada gota, um esquecimento em cada esquecimento ,uma dor... em cada dor, um pedido de socorro, em cada gota, o amor. Brotará neste chão manchado rosas repletas de espinhos, que se alimentarão de cada gota do meu sangue gotejado no caminho. Gota por gota respingando em desalinho, regando as rosas negras que brotaram no caminho. Cada gota, um esquecimento, em cada esquecimento, uma cicatriz das rosas negras que brotaram dentro do meu peito criando tua raiz. Andreia Souza (RJ)

In the dead of the night....

Às vezes, tarde da noite... ainda pode-se sentir a solidão ... como um animal no escuro ... pronto para atacar. Pode fazer que uma memória recente ... pareça vazia e desconhecida. The Last Will and Testament of Rosalind Leigh

Savana

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Falar sobre confiança é afiar o cabo de uma faca. Confiar é risco, dor, desapontamento, mas acima de tudo (e sabe-se lá o motivo), é uma necessidade humana. Não tenho o hábito de confiar em muita gente, na verdade não confio em quase ninguém, afinal de contas, na somatória dos meus anos (conte desde a primeira infância), tudo o que o mundo me mostrou é que a traição é questão de oportunidade — e tempo. No mundo atual estamos cada vez mais aprisionados em nós mesmos. Fixados em nossas conchas, amaldiçoados, sedados, brutalizados. De muitas formas, voltamos a habitar nossas cavernas, odiando e sendo odiados pelos nossos pares, esperando o momento oportuno de acertar as contas com alguém. Todo mundo está com medo. De perder o que conquistou, de não conquistar mais nada, de ser atirado de volta a um recomeço. O que muitos não percebem, no entanto, é que cada sabotagem para assegurar-se cobra um preço alto no final da trama. Não é pago hoje, ou amanhã, mas é uma conta que fica pendurada na ...

Lilith

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  "Disseram que fui expulsa do paraíso, mas mentiram, pois não existe paraíso onde existe prisão. A culpa, nunca tive e jamais irei me subjugar para me submeter aos caprichos dos homens. Sou mulher serpente, que troca a pele e renasçe a cada estação. Sou a mulher serpente que surgiu para romper o paraíso, da ilusão do demiurgo. Sou a insubordinada, mas não existe aquele que resista aos meus encantos. Sou a serpente que deu o poder ao homem, que trouxe a carne o filho do caos, e dele surgiram os meus filhos. Sou a renegada, a exilada, porém a verdadeira, por isso muitos preferem me ignorar...Pois o fraco prefere uma doce mentira, a uma verdade amarga. Me apresento como sou, sem máscaras ou intermédios. No meu reino não existe serventia, visto que você é o quê deseja, afinal o quê para o homem comum é visto como pecado, para mim é submissão. Eu posso te presentear com o amor verdadeiro,  o amor próprio, pois desejo a sua liberdade, o poder de ser quem deseja e de fato és. Você é...

Como se nunca tivéssemos nascido

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Como se nunca tivéssemos nascido O eco do vazio que nos supre Abortos da mãe Gaia Perdido em meio ao vórtex Perfurados os olhos Pela sangria acéfala da existência Onde sangram lágrimas translúcidas Que derramam a incoerência De um nada que marca a vida de muitos tempos Neste limbo cíclico Há um horror reinante conhecido Onde pela mesmice impera um eterno retorno Ao nada  18/06/2020

Spleen

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" O que eu sinto é um imenso desânimo,  uma sensação de isolamento insuportável, o medo permanente de uma vaga infelicidade,  uma total falta confiança nas minhas forças,  uma absoluta ausência de desejo, uma incapacidade de encontrar qualquer divertimento que seja. " Escrito de Charles Baudelaire à sua mãe, 30 de dezembro de 1859.