quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pobre és tu





Ó homem medíocre
Pobre és tu
Cujo o alimento do seu conhecimento
São as fezes que lhe são dadas
Bebe dos cálices da falsidade
E regorjeia-se embriagado em falsidade
Nutrindo-se da miséria alheia
E sejo feliz e estupidamente dançando
Conduzido pela trilha sonora da falácia
 ao som do flautista da demência

Deifica algozes
Macula heróis
Na sua inferioridade
Pisa em nos mestres com deveria aprender

Pobre és tu ó homem medíocre
Cujas maiores riquezas estão nas suas posses
Na futilidade ergueu o castelo da tua existência
Na falsidade glorificou seu nome
No fim dos seus vazios dia
Seu maior feito será voltar
À pilha de excremento que justificou sua existência
Apenas mais uma marionete
Mais um que nunca foi nenhum

Carlos Henrique
(13/02/2017)

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Saudade é solidão acompanhada


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
E disso meus amigos, eu não posso ser acusado.
Vivi, sofri, me apaixonei por tudo o que a vida me ofereceu
Confesso que vivi

Autor desconhecido