domingo, 21 de maio de 2017

Data de Expiração



Você está cego ao que está na frente de você
O que você sabe sobre a verdade
Desvalorizados assim que nascemos
Não fomos feitos para durar
Apenas corpos feitos e fabricados
Nós estamos lutando pela extensão da nossa vida 
Estamos vivendo para a expiração

Embaixo da superfície nós não somos maquinas
Embaixo da superfície nós somos sonhos vivos

A morte vive próxima

Em algum lugar meu coração bate em silêncio
Eu fiz o meu caminho através da violência
Ninguém vive para sempre

"É uma pena que você não vá viver. Mas, afinal quem vive?"

Minha vontade infinita pela resolução
Ecoando desde da minha criação
Estou vivendo pela expiração

Embaixo da superfície nós não somos maquinas
Embaixo da superfície nós somos sonhos vivos
A morte vive próxima

Em algum lugar meu coração bate em silêncio
Eu fiz o meu caminho através da violência
Ninguém vive para sempre

Embaixo da superfície nós não somos maquinas
Embaixo da superfície nós somos sonhos vivos
A morte vive próxima

Amores proibidos



Sob ruas inundadas de solidão e lamúria andei
Percorrendo por entre os murmúrios de decepção e ódio
Nas mais gélidas e pacíficas noites debrucei-me em repúdio, pois amei.
Amei o inamável, o desgosto, o sofrimento e frustração.
Me opus à lógica, joguei-me nas traças do destino na sua mais pura decepção.
Eu bebi dos amores proibidos, 



Traguei o ar impuro dos suspiros e suas dores
E hoje, refém das duras escolhas, sou imersa nas consequências.
Eu bebi o mel dos teus lábios, a cura e o veneno dos meus anseios.
E quando penso não ter surtido efeito, eis que me encontro no mais sutil deleite.
Êxtase de dor, súplicas do teu ser, ressaca do que não bebi
– teu amor.

Thais Porto