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Lilith

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  "Disseram que fui expulsa do paraíso, mas mentiram, pois não existe paraíso onde existe prisão. A culpa, nunca tive e jamais irei me subjugar para me submeter aos caprichos dos homens. Sou mulher serpente, que troca a pele e renasçe a cada estação. Sou a mulher serpente que surgiu para romper o paraíso, da ilusão do demiurgo. Sou a insubordinada, mas não existe aquele que resista aos meus encantos. Sou a serpente que deu o poder ao homem, que trouxe a carne o filho do caos, e dele surgiram os meus filhos. Sou a renegada, a exilada, porém a verdadeira, por isso muitos preferem me ignorar...Pois o fraco prefere uma doce mentira, a uma verdade amarga. Me apresento como sou, sem máscaras ou intermédios. No meu reino não existe serventia, visto que você é o quê deseja, afinal o quê para o homem comum é visto como pecado, para mim é submissão. Eu posso te presentear com o amor verdadeiro,  o amor próprio, pois desejo a sua liberdade, o poder de ser quem deseja e de fato és. Você é...

Como se nunca tivéssemos nascido

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Como se nunca tivéssemos nascido O eco do vazio que nos supre Abortos da mãe Gaia Perdido em meio ao vórtex Perfurados os olhos Pela sangria acéfala da existência Onde sangram lágrimas translúcidas Que derramam a incoerência De um nada que marca a vida de muitos tempos Neste limbo cíclico Há um horror reinante conhecido Onde pela mesmice impera um eterno retorno Ao nada  18/06/2020

Spleen

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" O que eu sinto é um imenso desânimo,  uma sensação de isolamento insuportável, o medo permanente de uma vaga infelicidade,  uma total falta confiança nas minhas forças,  uma absoluta ausência de desejo, uma incapacidade de encontrar qualquer divertimento que seja. " Escrito de Charles Baudelaire à sua mãe, 30 de dezembro de 1859.

Padrão de Pensamento Individuais

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indivíduo in·di·ví·duo adj Que não se divide; indivisível, indiviso. sm 1 Pessoa considerada isoladamente em relação a uma coletividade de que faz parte: Todo indivíduo tem obrigações a cumprir na sociedade. 2 Ser que pertence à espécie humana; homem: Indivíduo jovem. Fonte http://michaelis.uol.com.br/busca?id=2ad7L acessado em: 31/10/2018. Vai pra Cuba, Lula Livre, Eu avisei, B17, Fascista, Mito, etc........e quantas vezes ouvimos e lemos estas palavras ao longos dos últimos meses¿ Ou discursos padrões que pareciam serem xerocados e impressos nas mentes de cada pessoa que o falava¿ Sim, todos falando igualmente e agindo igualmente com um grande exército. Jamais questionando a veracidade do que se falava, mas sempre falando com tamanha convicção como se as palavras fossem de sua autoria. A isto damos o nome de comportamento de rebanho. O individuo comum normalmente não consegue perceber isso, pois ele necessita fazer parte do todo, do coletiv...

O Cálice da Serpente

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Prove o veneno Sinta-o..... Queimando dentro de você Destruindo sua fagulha existencial Mais um gole e mais aumenta a sufocante agonia Parece que não há fim Visões poluem sua mente A confusão se instala Mas mesmo assim o cálice venenoso É atraente Beba e agonize Sinta suas entranhas gritarem de dor Seus olhos contemplarem a fumaça que se dissolve O sabor do veneno da serpente A cada gole você morre Tombando fraco e agonizante Sinta a serpente sibilar em seus ouvidos Veja a ilusão se dissolvendo Enquanto você inconscientemente  murmura Nahash Babando como um acéfalo Lentamente a dor se torna prazer Lentamente a morte flui em suas veias A iluminação sombria começa  O veneno agora é parte de você A turva visão é fixa e contempla o além Além da carna, além do véu Você é um com a serpente do saber E agora cálice do veneno é saboroso pois O sabor do conhecimento é o néctar da sua existência

Delusions....

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Pobre és tu

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Ó homem medíocre Pobre és tu Cujo o alimento do seu conhecimento São as fezes que lhe são dadas Bebe dos cálices da falsidade E regorjeia-se embriagado em falsidade Nutrindo-se da miséria alheia E sejo feliz e estupidamente dançando Conduzido pela trilha sonora da falácia  ao som do flautista da demência Deifica algozes Macula heróis Na sua inferioridade Pisa em nos mestres com deveria aprender Pobre és tu ó homem medíocre Cujas maiores riquezas estão nas suas posses Na futilidade ergueu o castelo da tua existência Na falsidade glorificou seu nome No fim dos seus vazios dia Seu maior feito será voltar À pilha de excremento que justificou sua existência Apenas mais uma marionete Mais um que nunca foi nenhum Carlos Henrique (13/02/2017)