quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Paisagens sombrias





Não muito longe daqui, mas distante ao mesmo tempo está a terra vazia

Os poucos que caminharam por ela, mesmo saindo,

A carregam juntos até o fim do seu tempo

Fria e desolada,

Olhos vazios desprovidos do calor da vida vagam atormentados por ela

A alegria lhes foi despojada

Cinza e vazia, a caminhada pela terra de paisagens sombrias é longa durante a existência

Um torpor de tristeza silenciosa que contempla o anseio pelo fim

Quem caminhou por ela e sentiu seu toque

Nunca mais olhará para a ilusão da vida com os mesmos olhos

Os céus plumbleos perenes trazem a leve brisa congelante

Que resfria os sentimentos

Não existe medo apenas a agustia para que a caminhada chegue ao fim

As marcas deixadas pela caminhada são profundas

Uma dor indiscritivel, o tormento da existência derramando sal sobre as feridas da vida

Nesta terra não existem reis, rainhas,

O sol cinzento brilha acima

Ao fim de cada dia

Apenas o tormento de saber que o amanhã novamente trará 
aos já cansados olhos a mesma visão.

Benvindos a terra de paisagens sombria, 
onde o nada cresceu vigoroso e a vida foi reposta pelo vazio.





02/10/2011

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