sexta-feira, 13 de março de 2015

Pain Divine !!!






O processo da Dor
É algo que deve ser apreciado em sua magnitude
Senti-la, Chorá-la, Gritá-la
A cada passo para dentro do sofrimento
Ela o fará ver que a ilusória alegria é temporária
E apenas a dor é o que te levará além

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Like an angel



A face of an angel,
Sweet innocence
With darkness within,
Deep dark eyes
Lurks your soul



A succubus who eagerly
Will consume you,
And before your slumber ends
Death will have already conquered you !!!

16-01-2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

O Heautontimoroumenos ("El atormentador de sí mismo")

Le Dandi
 

Sem cólera te espancarei,
Como o açougueiro abate a rês,
Como Moisés à rocha fez!
De tuas pálpebras farei,

Para meu Saara inundar,
Correr as águas do tormento.
O meu desejo ébrio de alento
Sobre o teu pranto irá flutuar

Como um navio no mar alto,
E em meu saciado coração
Os teus soluços ressoarão
Como um tambor que toca o assalto!

Não sou acaso um falso acorde
Nessa divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?

Em minha voz ela é quem grita!
E anda em meu sangue envenenado!
Eu sou o espelho amaldiçoado
Onde a megera se olha aflita.

Eu sou a faca e o talho atroz!
Eu sou o rosto e a bofetada!
Eu sou a roda e a mão crispada,
Eu sou a vítima e o algoz!

Sou um vampiro a me esvair
- Um desses tais abandonados
Ao riso eterno condenados,
E que não podem mais sorrir.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Paisagens sombrias





Não muito longe daqui, mas distante ao mesmo tempo está a terra vazia

Os poucos que caminharam por ela, mesmo saindo,

A carregam juntos até o fim do seu tempo

Fria e desolada,

Olhos vazios desprovidos do calor da vida vagam atormentados por ela

A alegria lhes foi despojada

Cinza e vazia, a caminhada pela terra de paisagens sombrias é longa durante a existência

Um torpor de tristeza silenciosa que contempla o anseio pelo fim

Quem caminhou por ela e sentiu seu toque

Nunca mais olhará para a ilusão da vida com os mesmos olhos

Os céus plumbleos perenes trazem a leve brisa congelante

Que resfria os sentimentos

Não existe medo apenas a agustia para que a caminhada chegue ao fim

As marcas deixadas pela caminhada são profundas

Uma dor indiscritivel, o tormento da existência derramando sal sobre as feridas da vida

Nesta terra não existem reis, rainhas,

O sol cinzento brilha acima

Ao fim de cada dia

Apenas o tormento de saber que o amanhã novamente trará 
aos já cansados olhos a mesma visão.

Benvindos a terra de paisagens sombria, 
onde o nada cresceu vigoroso e a vida foi reposta pelo vazio.





02/10/2011