domingo, 9 de fevereiro de 2014

Como um crepúsculo






Eis que um dia contemplei o explendor do sol....
Abri os olhos e ele estava no céus
Quente, cintilante, tocante
Maravilhado deixava todo meu ser sentí-lo
Era confortante
O tempo passava e a sensação se tornava interessante
E cada vez entrando profundamente
Em minha alma
O tempo passava e o desejo de entender aumentava
Entender como não havia visto ele antes
E como aquela sensação era intensa

O tempo passava
E distraido com todo o maravilhar
Não percebia o direcionamento ao poente
Não via a escuridão me cercando
Apenas aquela entorpecida sensação fervilhava em meu ser
Eis que olhando para as alturas tropiquei e fui perceber
Ele lentamente sumia no horizonte
Cada vez, a frieza era maior
E a distância mais longa

Independia do correr, independia da vontade de alcançá-lo
O crepúsculo era inevitável
A incerteza de aproveitar os últimos momentos era grande
Até que meio as sombras do horizonte ele sumiu
E meu olhar orfão permaneu contemplando as trevas
No leito profundo da memória
Ele estaria vivo, mas nunca mais outro dia como aquele  existiria.


Fevereiro 2014




Entrevista realizada com a banda húngara AGE OF AGONY em 2010.

01 - No começo a banda era conhecida como “SILENT AGONY” e depois mudou para o nome atual “AGE OF AGONY”. Qual foi o motivo da mudança?
Salve! Nós mudamos o nosso nome há 9 anos. Começou como “SILENT AGONY”, em 1995, lançamos 2 demos com esse nome, mas no verão de 2001, o principal compositor / guitarrista foi para outra banda. Só então descobrimos que na Áustria, uma terra próxima a nós, também há uma banda com o mesmo nome, assim desde fevereiro de 2002 estamos como “Age of Agony”. Falando nisso, ainda não ouvimos nada da banda austríaca até agora.

02 - O último álbum "Follow the Way of Hate" foi lançado pelo selo “No Colors Records”. Você está satisfeito com seu trabalho (distribuição, promoção)? Esta parceria continuará?
Para dizer a verdade, não temos idéia, da promoção do selo para o álbum, não fomos informados sobre isso. A única coisa que nós concordamos é que fossem lançadas 1.000 cópias do álbum. Mas eu acho que houve algum tipo de promoção, vários anúncios em gravadoras, e vimos anúncios em algumas fanzines, e no site da gravadora, isso é tudo. Houve alguns problemas com a distribuição, porque o selo não poderia concordar com os distribuidores húngaros, assim, na Hungria só podemos vender as cópias que recebemos do selo (75 cópias). É chato, porque muita gente pediu por ele, e é estranho que um álbum de uma banda húngara não pode ser comprado na Hungria. Nós não sabemos qual será o futuro, tudo o que posso dizer agora que é quase certo que não haverá qualquer tipo de cooperação entre o selo e a banda.

03- A banda passa em suas letras e artes um forte sentimento de Ódio e acima de tudo guerra. Conte-nos um pouco sobre a temática das letras, as inspirações etc...
Sim, nossas letras abrangem principalmente temas da guerra e do ódio, mas também lidar com as questões imundas cometidas por igrejas. As grandes inspirações para nossas letras são guerras, concretamente os eventos relacionados com a Hungria na 2 ª Guerra Mundial, os seus efeitos, o respeito incomensurável que sentimos por aqueles heróis caídos. É importante ler e entender as letras, que não cantam sobre tripas, inferno, satanás, e merdas estúpidas como essa, cada nossa música tem algo a dizer. Nosso amigo, Csaba Kaman dá uma ajuda muito grande para a banda, ele escreve todas as letras, apenas damos os temas que as letras abrangeram. No novo álbum, ele também fez um excelente trabalho, algumas das letras me congelaram. Eu acho que muitos de nossas letras têm mais a dizer aos húngaros, talvez só nós podemos compreendê-las, eles lidam com o nosso país, pessoas e sofrimentos.

04 - O último álbum foi lançado em 2008, há algo previsto para ser lançado no próximo ano? Você poderia nos adiantar algo?
Na semana passada, terminamos a gravação de nosso terceiro álbum, ainda há algum trabalho a ser feito com a masterização. Como a maioria de nossas produções, a Terranis provavelmente irá lança-lo, eles também lançaram o CD da versão de nosso primeiro álbum, "War, Hate, Blasphemy", e nosso "7 split Ep com Slugathor. Um grandes selo, o dono é um grande amigo nosso, nos conhecemos há muito tempo, então não haverá qualquer decepção. Este é o nosso principal plano para 2011.

05 - Musicalmente, a banda segue uma linha tradicional do Death Metal, na minha opinião, você pode ver algumas fortes influências da cena clássica da Suécia (Entombed, Dismember, etc), mas com características próprias. Quais são as influências da banda? O que você tem ouvido ultimamente, velhos clássicos ou há novas bandas que são dignas de se ouvir e pode ter a influência, ou álbuns mesmo como simplesmente bom para ser ouvidos?
Age of Agony é uma banda de Death Metal tradicional, e sim, o Death metal sueco teve e tem uma influência enorme sobre a nossa música. (Poderá ser ouvido na maior parte do nosso novo álbum, “Machinery of hatred”). Nossas principais influências são álbums de Death Metal clássico, da velha escola, que crescemos ouvindo (estamos com 33-34 agora), esses álbuns significam a verdadeira música para nós Por exemplo:”From beyond”, ”Slowly We Rot/Cause of death”, ”Scream Bloody Gore/Leprosy”, ”Left hand path/Clandestine”, ”Like An Everflowing Stream”,” Severed Survival/Mental Funeral”, ”World downfall”/”Reek of Putrefaction”/Symphonies of Sickness”/”Scum/From Enslavement to Obliteration”, ”The Rack”/Embrace the Death”/”Last One on Earth”.... .... É claro que ouvimos muito bandas contemporâneas, que tocam old school music (Moder, Throneum, Nunslaughter, Vomitory, Fleshcrawl...) e eles também têm uma influência na nossa música. Nós amamos isto: cru, simples e honesto death metal tradicional, sem brilhos técnicos.

06 - Como o ano de 2010 para você? Eu vi alguns cartazes para eventos, mas poucos. Quais são os planos para 2011, mais shows, concertos fora da Hungria, comente ...
Quanto a shows, nós não estávamos realmente ativos em 2010, tínhamos apenas 2, por volta de janeiro. Então você não conseguiria ver nenhum cartaz. Nós conscientemente não fizemos shows no ano passado, embora tivéssemos tido a chance. A única coisa é que "nos trancamos" na nossa sala de ensaio em meados de fevereiro, e voltamos agora em janeiro com o material para o novo álbum. Claro, é um pouco de exagero, mas nós realmente não ligávamos para nada, enquanto o novo álbum não estava pronto. Nós recusamos todos os convites para concertos, e não organizarmos concertos, por 10-11 meses estávamos concentrados apenas em uma coisa, colocar o título “Machine of Hatred” no melhor álbum possível, que podéssemos criar. E sim, este ano teremos mais shows, algumas datas / locais parecem quase certos, e talvez possamos ter alguns shows no exterior também. Talvez.

07 - Com alguns anos de banda, e certamente mais anos na cena, como você avaliou a cena de anos atrás, sem internet, e hoje. Na era dos downloads, etc, você acha que ainda tem espaço para zines impressos, lançamentos em cassete, LP, etc .. Considerando também que a cena sempre tem fases de nostalgia, como por exemplo, no Brasil que teve um "boom" de Thrash Metal anos 80 e mais uma vez, há milhares de bandas do estilo. Em suma, como analisar a "evolução" do underground?
Sim, nós estamos na ativa há muito tempo, muitas coisas mudaram. Agora vivemos a era do download, mas sempre foi, e no futuro haverá a necessidade de fanzines, casettes, LP's. Damos o nosso grande apreço para os criadores de fanzine, de selos de cassete/LP, que eles continuem o bom trabalho nestes tempos miseráveis. Sem eles, sem VOCÊ, não haveria nada. Nós não seguimos fanaticamente tudo o que acontece na cena. Há 'zines, bandas que você não pode perder, mas nós realmente não nos importamos com as tendências do underground, por exemplo, o recente revival thrash, não é só uma coisa brasileira. Mas é apenas uma outra tendência, ela terminará em 1-2 anos, e haverá outra. Sempre continua. Mas para dizer a verdade, eu não me preocupo com isso. Todo mundo pode fazer o que eles quer, nós não nos envolvemos em assuntos de outros.

08 - Foi uma honra ter a banda que o primeiro ataque da PROPAGANDA WAR ZINE! O espaço é seu para finalizar ...
Obrigado por nos dar a oportunidade, aguarde nosso novo álbum, desculpe pelo atraso, mas como eu mencionei, nós gastamos todo o nosso tempo no estúdio recentemente...

Link:
http://www.metal-archives.com/bands/Age_of_Agony/35557

Best of 2012

Com quase dois anos de atraso e já pronto desde janeiro de 2013 eis os álbum que mais gostei em 2012:



1. Arkhamin Kirjasto - Torches Ablaze
Nunca a mistura de Heavy e Death Metal foi tão interessante, e ainda umas pitadas de psicodelia 70ista. Riffs cativantes, teclados de outro mundo tornam a audição bastante interessante. Detalhe, não é Death Metal com influência heavy é heavy metal com vocais guturais.



2. Kreator - Phantom Antichrist
Parece que o Kreator conseguiu. Desde 2001 eu não ouvia um disco deles que soasse interessante, mas este surpreendeu. Mesmo que as influências suecas permeiem o disco existem bons momentos e coisas bastante inspiradas. O uso de coros em “From flood to fire” ficou fantástico. Além de alguns solos bastatante inspirados. Para quem espera um Kreator anos 80 esqueça, há muito eles navegam por outras águas.


3. Moonspell - Alpha-Omega
“Os Moonspell” continuam sua trilha através de seu híbrido de Gothic, Heavy, Black y otras cositas mas. E desta vez em dose dupla. Ambos pesados, mas de maneiras diferentes. Alpha é a faceta mais extrema e agressiva, onde faixas com “Em nome do medo” e “Axis Mundi” reinam supremas. Já Omega é o gótico que sempre permeou os álbuns da banda.


4. Ex Deo - Caligvla
E o regimento romano perdido pelo Canadá chegou para ficar. Otimizando a sonoridade desenvolvido no álbum anterior. Destaque para a fabulosa "Per Oculus Aquila"


5. Marduk - Serpent Sermon
Parece que 2012 foi o ano do Marduk, aos meus ouvidos. Finalmente a formação com Mortuus apresentou um disco a altura de “World Funeral”. Mortuus realmente gosta de utilizar sua demência e criar algo único com suas cordas vocais, me lembra o Atilla Czar (Mayhem). Inclusive percebe-se algumas influências de novas bandas de black metal. Mas enfim é satânico, é blasfêmico, é experimental, é violento é Marduk e pronto. No prisioners taken.


6. Alcest - Les Voyages De L'Âme
Melancolia e beleza são duas palavras que descrevem perfeitamente este álbum. Naige conseguiu, sem sobra de dúvidas é um disco lindo. Calmo e tranquilo, considero difícil destacar faixas.


7. Asphyx - Deathhammer
“This is real Death Metal you bastards !!!” o que esperar quando a faixa título já vomita de cara pra que o álbum veio. São raras bandas que mantém a devoção ao estilo e mostram o dedo do meio a tendências e mercados. Veteranos do Death Metal holandês.


8. Katapheros – Life
Esta banda deveria ser considerada a revelação do ano. Com uma sonoridade inspiradíssima na cena grega dos anos 90 e é claro unindo isto a sua criatividade, temos uma mistura da melodia com o extremo.


9. Krisiun – The Great Execution
É difícil não dizer coisas boas sobre o Krisiun. A banda parece que finalmente chegou ao topo de sua transição musical (ou será que apenas está começando?), iniciada há alguns anos atrás. Parece que tudo foi otimizado aqui. Desde a participação do grande Marcello Caminha e de João Gordo, até a musicalidade em si. E o detalhe fundamental, você ouve e sabe quem está tocando

 
10. The Hate Embrace – Domination.Occult.Art
Death metal bem inspirado. Um misto da cultura egípcia com o Death Metal. Interessantes cadências e ótimas ideias. Destaque para “Abyss of Apopis”.


11. Pylla C14 – Cyclus
E demorou, mas a lenda gaúcha finalmente mostrou sua nova cria. Mesclando composições nova e antigas com nova roupagem. É um disco parte fácil, parte difícil, pois ele não é algo que se compreende na primeira ouvida. Com raízes no rock pesado, o disco navega por várias direções e experimentalismos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O ébrio

http://www.youtube.com/watch?v=6AWiitgGqTc

Recitativo - Falado : Nasci artista. Fui cantor. Ainda pequeno levaram-me para uma escola de canto. O meu nome, pouco a pouco, foi crescendo, crescendo, até chegar aos píncaros da glória. Durante a minha trajetória artística tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno, mas acabavam fugindo com outros, deixando-me a saudade e a dor. Uma noite, quando eu cantava a Tosca, uma jovem da primeira fila atirou-me uma flor. Essa jovem veio a ser mais tarde a minha legítima esposa. Um dia, quando eu cantava A Força do Destino, ela fugiu com outro, deixando-me uma carta, e na carta um adeus. Não pude mais cantar. Mais tarde, lembrei-me que ela, contudo, me havia deixado um pedacinho de seu eu: a minha filha. Uma pequenina boneca de carne que eu tinha o dever de educar. Voltei novamente a cantar mas só por amor à minha filha. Eduquei-a, fez-se moça, bonita... E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez A Força do Destino, Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio...

Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou...
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Charles Bukowski



Há suficiente violência, traição, ódio absurdo no ser humano comum
Para abastecer qualquer exército a qualquer dia.
E Os Melhores Assassinos São Aqueles Que Pregam Contra Ele.
E Os Que Melhor Odeiam São Aqueles
Que Pregam o AMOR
E OS MELHORES NA GUERRA
- POR FIM - SÃO AQUELES QUE PREGAM
A PAZ

Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles que Pregam A PAZ
Não Têm Paz.
AQUELES QUE PREGAM O AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidado com Os Conhecedores.

Cuidado
Com Aqueles que
SEMPRE ESTÃO LENDO
LIVROS

Cuidado com Aqueles Que Detestam
a Pobreza Ou Estão Orgulhosos Dela

CUIDADO Com Aqueles Rápidos na Prece
Porque Eles Precisam de PRECES em Troca
CUIDADO Com Aqueles Rápidos em Censurar:
Eles Têm Medo Daquilo Que Não Conhecem

Cuidado Com Aqueles Que Buscam Multidões
Constantes; Eles Não São Nada
Sozinhos

Cuidado Com
O Homem Comum
A Mulher Comum
CUIDADO Com o Amor Deles

O Amor Deles É Comum, Busca o
Comum
Mas Há Gênio No Modo Como Odeiam
Há Gênio Suficiente No Ódio
Deles Para Matá-Lo, Para Matar
Qualquer Um.

Por Não Desejarem a Solidão
Por Não Entenderem a Solidão
Tentarão Destruir
Tudo
Que Seja Diferente
Deles Mesmos

Por Serem Incapazes
De Criar Arte
Eles Não
Entenderão a Arte

Considerarão o Fracasso
Como Criadores
Somente Como Uma Falha
Do Mundo

Por Serem Incapazes de Amar Por Completo
ACREDITARÃO Que Seu Amor É
Incompleto
E ASSIM ELES ODIARÃO
VOCÊ

E o Ódio Deles Será Perfeito
Como Um Diamante Que Cintila
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta

A ARTE Que Lhes É
Mais Fina

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sombra (psicologia)

Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Para Carl Gustav Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse "algo" é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível.Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior. A sombra é freqüentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Simples assim ó:

Support the metal scene, don't stop buying records, just because you can just download it......go to shows and support your... whatever bands you may like and ....yeah...be a retarded.
Tobias Christiansson, 2009 (Under Bloodred Skies)