sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Like an angel



A face of an angel,
Sweet innocence
With darkness within,
Deep dark eyes
Lurks your soul



A succubus who eagerly
Will consume you,
And before your slumber ends
Death will have already conquered you !!!

16-01-2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

O Heautontimoroumenos ("El atormentador de sí mismo")

Le Dandi
 

Sem cólera te espancarei,
Como o açougueiro abate a rês,
Como Moisés à rocha fez!
De tuas pálpebras farei,

Para meu Saara inundar,
Correr as águas do tormento.
O meu desejo ébrio de alento
Sobre o teu pranto irá flutuar

Como um navio no mar alto,
E em meu saciado coração
Os teus soluços ressoarão
Como um tambor que toca o assalto!

Não sou acaso um falso acorde
Nessa divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?

Em minha voz ela é quem grita!
E anda em meu sangue envenenado!
Eu sou o espelho amaldiçoado
Onde a megera se olha aflita.

Eu sou a faca e o talho atroz!
Eu sou o rosto e a bofetada!
Eu sou a roda e a mão crispada,
Eu sou a vítima e o algoz!

Sou um vampiro a me esvair
- Um desses tais abandonados
Ao riso eterno condenados,
E que não podem mais sorrir.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Paisagens sombrias





Não muito longe daqui, mas distante ao mesmo tempo está a terra vazia

Os poucos que caminharam por ela, mesmo saindo,

A carregam juntos até o fim do seu tempo

Fria e desolada,

Olhos vazios desprovidos do calor da vida vagam atormentados por ela

A alegria lhes foi despojada

Cinza e vazia, a caminhada pela terra de paisagens sombrias é longa durante a existência

Um torpor de tristeza silenciosa que contempla o anseio pelo fim

Quem caminhou por ela e sentiu seu toque

Nunca mais olhará para a ilusão da vida com os mesmos olhos

Os céus plumbleos perenes trazem a leve brisa congelante

Que resfria os sentimentos

Não existe medo apenas a agustia para que a caminhada chegue ao fim

As marcas deixadas pela caminhada são profundas

Uma dor indiscritivel, o tormento da existência derramando sal sobre as feridas da vida

Nesta terra não existem reis, rainhas,

O sol cinzento brilha acima

Ao fim de cada dia

Apenas o tormento de saber que o amanhã novamente trará 
aos já cansados olhos a mesma visão.

Benvindos a terra de paisagens sombria, 
onde o nada cresceu vigoroso e a vida foi reposta pelo vazio.





02/10/2011

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cegossssssssssssssssssssssssssss



assim, como os medíocres que já viram a renúncia
do meu espírito
já ouviram gritar por liberdade
em seus surdos ouvidos
viver e poder escolher
não ser determinado
não ser sufocado
e por isso eu digo


não tente opinar sobre uma estrada que você não conhece
pois você nunca andará por ela
não contemple ela
pelas primeiras passadas
não colha as gotas simplistas do seus vislumbres
como se fossem a água da verdade
pois discordo que as águas profundas são silenciociosas
mas também são aquelas que fluem ao longe
de onde os olhos simplistas não enxergam
de onde não compreendem o gelo da mesmice que os entrava

06/09